Aarão José e Pedro Sales / Ascom Polícia Científica
O Instituto de Identificação de Alagoas atingiu, esta semana, uma marca histórica na emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Dados do painel do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o estado superou 1 milhão de emissões do principal documento de identificação do país, consolidando o avanço da cidadania em território alagoano.
Desde o início da implementação, em junho de 2022, o Brasil já contabiliza 46.627.311 documentos emitidos — números que demonstram a ampla adesão ao novo modelo, que unifica o registro sob o número do CPF. Nesse cenário,
Para o perito-geral da Polícia Científica de Alagoas, Kleber Santana, a marca representa um salto estrutural. Segundo ele, o dado consolida o papel estratégico do Governo do Estado na modernização documental e na facilitação do acesso ao serviço, com a ampliação da rede de atendimento e de ações itinerantes.
“Ultrapassar 1 milhão de emissões demonstra o comprometimento da Polícia Científica com a cidadania e com a modernização da identificação civil. A nova CIN amplia a segurança dos dados e intensifica o combate a fraudes”, afirmou o perito-geral.
Destaque nacional e inclusão
No panorama brasileiro, Alagoas destaca-se como o quarto estado com o maior índice proporcional de emissões da CIN e o terceiro da região Nordeste, atingindo a marca de 31,32% da população.
O resultado evidencia a eficiência na modernização civil, com um volume de entregas robusto em relação ao total de habitantes, superando estados mais populosos em termos de cobertura proporcional.
O recorte estadual revela que as mulheres são maioria na procura pelo novo documento, representando 54,85% dos atendimentos, enquanto os homens somam 45,15%. Outro dado relevante é a emissão de 30.006 carteiras com o uso de nome social, evidenciando as políticas estaduais de respeito à identidade e à diversidade.
O superintendente do Instituto de Identificação, Antônio Ferreira, destacou o impacto operacional e as ações sociais, como mutirões e parcerias com outros órgãos, a exemplo do programa CRIA, e instituições não governamentais. Essas iniciativas permitiram a emissão de 17.144 novas identidades para pessoas com deficiência (PcD).
“Manter uma média diária de 774 emissões exige planejamento, equipe qualificada e estrutura adequada. Esse resultado é fruto do esforço contínuo para garantir um atendimento eficiente à população alagoana”, ressaltou o superintendente.
Expectativas para 2026
O ritmo de crescimento segue acelerado em 2026. Somente em janeiro, foram emitidos 33.626 documentos, seguidos por 26.883 em fevereiro até esta data, superando as médias do ano anterior. A Polícia Científica estuda agora formas de ampliar ainda mais a capacidade de atendimento para manter a regularidade nos postos de identificação.
A nova CIN representa um marco na padronização da identificação civil brasileira, integrando informações em uma base única. A primeira via do documento é gratuita e pode ser solicitada em uma rede composta por mais de 50 postos no estado. O agendamento pode ser feito de forma on-line para as Centrais Já! ou presencialmente nas unidades do interior.

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