O retorno das atividades políticas em Brasília nesta segunda-feira (2) ocorre sob forte pressão interna para que o Congresso Nacional adote uma postura mais atuante sobre a crise envolvendo o Banco Master.
Apesar da mobilização de alguns parlamentares, não há sinais de apoio dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), à instalação de uma CPMI para investigar o grupo comandado por Daniel Vorcaro.
Hoje, há ao menos um pedido de CPI no Senado e uma proposta de CPMI mista com assinaturas suficientes, além de articulações na Câmara, em que cerca de 15 requerimentos aguardam na fila.
No Senado, Alcolumbre sinaliza que não dará seguimento a leitura do pedido em plenário. Na Câmara, Motta sustenta que o limite regimental impede novas CPIs no momento.
Oficialmente, o argumento é regimental. Nos bastidores, o receio admitido por líderes é outro: o potencial de desgaste político que novas revelações sobre o Master podem provocar.
Com o bloqueio na cúpula, a apuração tende a avançar por vias laterais. A CNN apurou que a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado deve aprovar, nesta semana, um cronograma para ouvir personagens centrais do caso e requisitar documentos já produzidos por órgãos como o BC (Banco Central) e o TCU (Tribunal de Contas da União).
Outra frente é a CPI do Crime Organizado, em que o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defende incluir o Master no escopo da comissão, sob argumento de que há indícios de relações indevidas de Daniel Vorcaro com agentes públicos e condutas atípicas no Judiciário.
A CPMI do INSS convocou Daniel Vorcaro para depor nesta quinta-feira (5). A defesa avalia se o banqueiro comparecerá ou recorrerá ao Supremo para depor amparado por um habeas corpus, na condição de investigado.
No STF (Supremo Tribunal Federal), o caso arrastou a Corte para o centro da crise. Sob pressão, o ministro Dias Toffoli, responsável pelas investigações, recuou, admitiu que pode enviar parte da investigação à primeira instância e retirou o sigilo de alguns depoimentos.
Já o Palácio do Planalto acompanha o avanço do caso com apreensão, temendo que a crise atravesse o governo e contamine o projeto político do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) para reeleição.
Fonte: CNN

Aqui você encontra interatividade, dicas, entretenimento, politica, religioso, esportes de Alagoas, Brasil e mundo!

