Operação da PF na Sesau completa 50 dias e secretário afastado deve retornar em junho

Pois é: lembrando que foi a Justiça Federal, e não o governador Paulo Dantas, que afastou por o secretário Gustavo Pontes de Miranda do cargo.

Por 180 dias.

Portanto, ele poderá retornar em junho, se assim quiserem o governador e ele próprio.

É bom lembrar que só a PF é acusada de “exorbitar” nas suas funções, apesar da investigação – com aval da Justiça Federal – de a participação direta da  Receita Federal, CGU e a auditoria Departamento Nacional de Auditoria do SUS.

Claro que durante todo esse tempo – 50 dias – tem muita gente grande trabalhando em Brasília para confirmar a sentença de Pontes de Miranda: a PF não poderia fazer essa investigação.

Resultado: tranque-se o inquérito.

Abaixo, o texto que está no site da competente PF sobre a Operação Estágio 4, de 16 de dezembro  de 2025: 

Foram detectados indícios de favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Saúde – SESAU, entre 2023 e 2025, com duas empresas, uma fornecedora de material hospitalar e uma construtora. Estas contratações teriam gerado pagamentos de vantagens indevidas aos investigados.

As contratações diretas firmadas pela SESAU somam o montante de quase R$ 100 milhões e boa parte do recurso ainda se encontra em execução.

A investigação apura ainda o desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de ressarcimento superdimensionado de consultas e procedimentos médicos que não teriam ocorrido, os quais somaram mais de R$ 18 milhões.

Os valores indevidos foram repassados pela Secretaria de Saúde de Alagoas entre setembro de 2023 e agosto de 2025. Apenas em ressarcimento de procedimentos de fisioterapia, foram pagos valores incompatíveis com a capacidade operacional da clínica privada.

Parte desses recursos foi destinada a integrantes do grupo criminoso por meio de transferências bancárias, saques em espécie e pagamentos indiretos, configurando sofisticado esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Interpostas pessoas foram utilizadas para dissimular a origem ilícita dos valores, sobretudo a aquisição de bens imóveis. O dinheiro público a ser investido no sistema de saúde alagoano foi transferido para contas bancárias dos investigados e pessoas a eles ligadas.

O inquérito policial identificou ainda que imóveis adquiridos pelo grupo criminoso foram registrados em nome de interpostas pessoas, familiares e terceiros, como uma Pousada em Porto de Pedras/AL, em 2023, adquirida pelo valor de R$ 5,7 milhões. O montante foi pago por empresários beneficiados pelo esquema criminoso. Os valores também eram usados para custear viagens internacionais e gastos pessoais dos investigados.

Em vários locais de busca, foi apreendida expressiva quantidade de dinheiro em espécie, em moeda nacional e estrangeira, além de duas armas de fogo.

Fonte: Ricardo Mota

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