Polícia Civil de Alagoas alcança mais de 81% de localização de pessoas desaparecidas

Levantamento divulgado nesta terça-feira (24), pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), revela que das 796 ocorrências de vítimas de desaparecimento registradas no ano passado, 650 foram localizadas.

O resultado corresponde a uma taxa de 81,65% de êxito, o que indica a efetividade do trabalho contínuo desenvolvido pelas equipes especializadas.

A análise revela que Maceió concentra 430 registros de desaparecimento, equivalente a 54% do total estadual. Na capital, 368 pessoas foram localizadas, correspondendo a 85,58% dos casos registrados, percentual superior à média estadual.

Quanto ao perfil das pessoas desaparecidas em 2025, os dados indicam predominância do sexo masculino, com 555 registros, correspondendo a 70% do total, enquanto o sexo feminino soma 241 casos, equivalentes a 30%.

A faixa etária adulta concentra a maior parte dos desaparecimentos, com 530 registros, representando cerca de 66% dos casos, com destaque para homens adultos, que somam 406 ocorrências.

Entre os adolescentes, foram registrados 153 desaparecimentos, com maior incidência do sexo feminino (90 casos) em relação ao masculino (63 casos). Crianças e idosos, embora apresentem quantitativos menores (48 e 65 registros, respectivamente), demandam atenção prioritária em razão de sua maior condição de vulnerabilidade.

Distribuição por gênero e faixa etária

No que se refere às pessoas localizadas em 2025, a distribuição por gênero e faixa etária acompanha, de modo geral, o perfil dos desaparecimentos, com 442 homens localizados (68%) e 208 mulheres (32%).

Considerando a classificação dos 650 casos concluídos, verifica-se que 373 pessoas (57,4%) tiveram o desaparecimento classificado como voluntário; 224 (34,5%) como involuntário; e 53 (8,1%) como desaparecimento criminoso.

Esses dados indicam que a maioria dos casos está associada a fatores não criminais, como conflitos familiares, vulnerabilidade social, questões emocionais ou de saúde mental, sem prejuízo da atuação rigorosa nos casos com indícios de crime.

Em relação aos casos concluídos em 2025, a maioria dos desaparecimentos foi classificada como voluntária (57,4%) ou involuntária (34,5%), enquanto 8,1% apresentaram indícios de desaparecimento criminoso, incluindo situações de desaparecimento forçado. 

No mesmo ano, 53 pessoas foram localizadas sem vida, com predominância de adultos do sexo masculino, que representam 40 dos óbitos registrados (75%).

Fonte: Ascom PC AL

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