Maceioenses podem ajudar a preservar a memória dos bairros atingidos pela mineração em museu digital

O museu digital do projeto de reparação Memórias que Não Afundam continua recebendo histórias de pessoas atingidas direta ou indiretamente pelo desastre socioambiental causado pela mineração da Braskem em Maceió.

Desenvolvida pelo Museu da Pessoa, no âmbito do Programa Nosso Chão, Nossa História, a iniciativa busca preservar as memórias dos bairros atingidos por meio de um acervo colaborativo e permanente, construído pelos próprios moradores.

A proposta é reunir histórias de vida, lembranças e relatos sobre a relação das comunidades com os territórios atingidos, formando um acervo digital que preserva experiências, referências culturais e vínculos comunitários marcados pelo desastre. No projeto, o meio ambiente é compreendido em sua dimensão ampla, envolvendo não apenas os recursos naturais, mas também os espaços urbanos, a memória coletiva, as referências culturais e as relações  construídas ao longo de gerações. 

Ao longo de 2025, o projeto de reparação Memórias que Não Afundam utilizou a Tecnologia Social da Memória, metodologia desenvolvida pelo Museu da Pessoa que capacita pessoas para registrar histórias de outras pessoas. Ao todo, 12 pessoas atingidas pelo desastre foram formadas como agentes de preservação da memória e ficaram responsáveis por registrar 15 histórias de vida de antigos moradores dos bairros afetados, contribuindo para a construção do acervo digital.

Fonte: Cada Minuto

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