Alagoas registra saldo negativo de 1,5 mil vagas formais nos primeiros meses de 2026

Alagoas encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais, segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e abril, o estado registrou 16.496 admissões e 18.001 desligamentos, resultando no fechamento de 1.505 vagas com carteira assinada.

O resultado colocou Alagoas entre os três estados brasileiros que mais demitiram do que contrataram em abril, ao lado do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Apesar do desempenho negativo, o estado mantém um estoque de 441.332 empregos formais ativos.

Os números mostram que a indústria foi o setor que mais impactou negativamente o saldo de empregos em Alagoas, com perda de 2.244 vagas no período. A agropecuária também apresentou retração, fechando 689 postos de trabalho. Em contrapartida, os setores de serviços e construção civil ajudaram a reduzir as perdas, registrando saldo positivo de 829 e 531 vagas, respectivamente. O comércio também fechou no azul, embora de forma mais tímida, com geração de 68 empregos.

Os dados ainda apontam que o setor de serviços segue concentrando o maior número de vínculos formais no estado, com mais de 218 mil postos ativos. Já o tempo médio de permanência no emprego entre os trabalhadores desligados em Alagoas foi de 20,2 meses.

Em nível regional, o Nordeste apresentou saldo positivo de 18.714 vagas formais em abril, ficando atrás apenas do Sudeste, que liderou a geração de empregos no país com 44.545 postos. O desempenho nordestino foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e construção civil.

No cenário nacional, o Brasil criou 85.888 empregos com carteira assinada em abril, resultado da diferença entre admissões e desligamentos. Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 62,3% em comparação a março, quando o país havia registrado 227.974 novas vagas. Em relação a abril de 2025, a retração foi ainda maior, chegando a 63,9%.

Segundo o Ministério do Trabalho, este foi o segundo pior resultado para um mês de abril desde 2020, ficando atrás apenas do período mais crítico da pandemia da Covid-19. No acumulado do ano, o país soma 699.762 empregos formais criados, número 23,4% menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

Entre os setores da economia brasileira, serviços liderou a geração de vagas em abril, com abertura de 69.601 postos, seguido da construção civil, com 23.525. Já agropecuária e comércio tiveram saldo negativo, influenciados pelo encerramento de safras agrícolas e pela desaceleração tradicional do comércio no período.

Fonte: Cada Minuto

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