Faltando um mês para seu início, a Copa do Mundo de 2026 ainda tem algumas lacunas a resolver nos bastidores antes de a bola rolar.
O maior imbróglio até aqui, envolvendo as 48 seleções, é a situação do Irã. A participação do país asiático estava em xeque desde que Estados Unidos e Israel realizaram ataques aéreos contra o país no fim de fevereiro.
Porém, no último sábado (9), a Federação Iraniana de Futebol confirmou que o país estará no torneio, mas condicionou sua presença ao cumprimento de uma série de garantias por parte dos três anfitriões da competição: EUA, México e Canadá.
Irã na Copa, com exigências
Antes da confirmação do Irã, a Fifa vinha tentando colocar panos quentes na situação e já garantia publicamente os iranianos na disputa da Copa do Mundo. Porém, o contexto não era tão simples e segue com ressalvas.
Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFIRI), pedia garantias da Fifa acerca do tratamento que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — órgão responsável por defender o sistema político do país — pode ter nos EUA.
Um dos pontos apresentados para participar da Copa envolve este imbróglio. O governo quer que atletas e integrantes da comissão técnica que já serviram ao IRGC, caso dos jogadores Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, não enfrentem restrições migratórias.
Recentemente, a delegação da FFIRI retornou da fronteira canadense após, segundo os iranianos, sofrer tratamento desrespeitoso de autoridades de imigração ao tentar participar do Congresso da Fifa, em Vancouver.
O Canadá considera a Guarda Revolucionária uma organização terrorista. Por isso, seus membros são impedidos de ingressar ao país.
Pelo lado dos EUA, o presidente Donald Trump e Marco Rubio, secretário de Estado, já declararam que não se opõem à participação do Irã na Copa. Porém, a entrada de pessoas ligadas à Guarda no espaço norte-americano pode ser um problema.
Outras exigências relacionadas à participação da delegação iraniana no torneio foram apresentadas por Teerã. Entre os pedidos estão garantias para emissão de vistos, proteção à delegação e respeito aos símbolos nacionais iranianos, como bandeira e hino.
Fonte: CNN

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